FATOS POLICIAIS

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

JOAQUIM FÉLIX DE LIMA

 



47º MANDATÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE

 (QUADRAGÉSIMO SÉTIMO) GOVERNANTE DA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE, NO PERÍODO DE 14 DE JUNHO DE  1760  A 28 DE SETEMBRO DE 1774

(ÚNICO MANDATO)

PRECEDIDO POR

 JOÃO COUTINHO DE BRAGANÇA SUCEDIDO POR

 GOVERNO DO SENADO DA CÂMARA

JOAQUIM FÉLIX DE LIMA

 

Era natural de Lisboa. Antes de vir para o Brasil, em conformidade com os registros em sua carta patente, servira na Companhia do Regimento de Infantaria de Lisboa, entre junho de 1730 e agosto de 1759, onde foi promovido a Tenente de Granadeiros, subordinado então ao comando do Capitão Alberto de Santiago, do Regimento comandado pelo Coronel José Joaquim de Miranda Henriques. Pertencia ainda a este Regimento quando foi nomeado por Dom José I – última de suas designações para o cargo – Capitãomor da Capitania do Rio Grande, através de Patente consignada no Livro de Registros dos anos de 1758 a 1760, fls. 280, Lisboa, Arquivos de Marinha e Ultramar. Após cumprir as obrigações regimentais em Recife, ante o Capitão-General e Governador de Pernambuco, veio para Natal, assumindo o posto a 14 de junho de 1760 na Igreja Matriz, estando presentes na cerimônia o seu predecessor, João Coutinho de Bragança, os juízes ordinários do Senado da Câmara, Tenente Manuel da Silva Vieira e Coronel Gonçalo Freire de Amorim, e os vereadores Tenente Francisco Machado de Oliveira Barros, Alferes Manuel Gonçalves Branco e Procurador Antônio Martins Praça. Foi escrivão, no ato, Manuel Antônio Pimentel de Melo. Dentre suas atribuições, deveria especialmente cuidar da ampliação dos aldeamentos. Como vimos, a Vila de Estremoz fora fundada nos últimos dias da administração anterior; a de Arês, contudo, deu-se no dia imediato a posse de Felix de Lima: 15 de junho. Estremoz e Arês eram as antigas missões de Guajiru e Guarairas, únicas da capitania que se achavam sob a direção dos jesuítas, assinala TAVARES DE LIRA (1982, p. 149). Na sequência, foram criadas as vilas de Regente (atual Portalegre), a 8 de dezembro de 1761 (CÂMARA CASCUDO, 1989, p. 135) ou 9 de dezembro (TAVARES DE LIRA: op. cit., p. 150), sendo para aí transferidos os índios da missão do Apodi; São José, na antiga missão de Mipibu, a que tinham sido incorporados os pegas, oriundos da Serra de Cipilapa, e a de Vila Flor, para CÂMARA CASCUDO datando de 1769, enquanto TAVARES DE LIRA, citando Moreira Pinto, diz que a freguesia é de 1743 e a vila de 1769. Consta que a fazenda Campo Grande – município em 1858 –, hoje Augusto Severo, começara a ser povoada àquela época, por volta de 1762. Também data do período em que administrava Félix de Lima a criação da freguesia das várzeas do Apodi, com sede da antiga missão na atual cidade do Apodi, por provisão de Dom Francisco Xavier Aranha, Bispo de Olinda, constituindo como primeiro vigário o Padre João da Cunha Paiva. A criação das vilas implicava no desaparecimento das missões religiosas e isso repercutia no orçamento, mas o Marquês de Pombal lhe assegurava recursos para manter a ordem. Joaquim Félix de Lima faleceu em Natal, ainda no pleno exercício do mandato, em 28 de setembro de 1774, aos 60 anos de idade

FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

JOAQUIM FÉLIX DE LIMA

  47º MANDATÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE   (QUADRAGÉSIMO SÉTIMO) GOVERNANTE DA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE, NO PERÍODO DE 14 DE JUNH...