47º MANDATÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE
(QUADRAGÉSIMO SÉTIMO) GOVERNANTE
DA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE, NO PERÍODO DE 14 DE JUNHO DE 1760 A
28 DE SETEMBRO DE 1774
(ÚNICO MANDATO)
PRECEDIDO POR
JOÃO COUTINHO DE BRAGANÇA SUCEDIDO POR
GOVERNO DO SENADO DA CÂMARA
JOAQUIM FÉLIX DE
LIMA
Era natural de Lisboa. Antes de vir para o Brasil, em
conformidade com os registros em sua carta patente, servira na Companhia do
Regimento de Infantaria de Lisboa, entre junho de 1730 e agosto de 1759, onde
foi promovido a Tenente de Granadeiros, subordinado então ao comando do Capitão
Alberto de Santiago, do Regimento comandado pelo Coronel José Joaquim de
Miranda Henriques. Pertencia ainda a este Regimento quando foi nomeado por Dom
José I – última de suas designações para o cargo – Capitãomor da Capitania do
Rio Grande, através de Patente consignada no Livro de Registros dos anos de
1758 a 1760, fls. 280, Lisboa, Arquivos de Marinha e Ultramar. Após cumprir as
obrigações regimentais em Recife, ante o Capitão-General e Governador de
Pernambuco, veio para Natal, assumindo o posto a 14 de junho de 1760 na Igreja
Matriz, estando presentes na cerimônia o seu predecessor, João Coutinho de
Bragança, os juízes ordinários do Senado da Câmara, Tenente Manuel da Silva
Vieira e Coronel Gonçalo Freire de Amorim, e os vereadores Tenente Francisco
Machado de Oliveira Barros, Alferes Manuel Gonçalves Branco e Procurador
Antônio Martins Praça. Foi escrivão, no ato, Manuel Antônio Pimentel de Melo.
Dentre suas atribuições, deveria especialmente cuidar da ampliação dos
aldeamentos. Como vimos, a Vila de Estremoz fora fundada nos últimos dias da
administração anterior; a de Arês, contudo, deu-se no dia imediato a posse de
Felix de Lima: 15 de junho. Estremoz e Arês eram as antigas missões de Guajiru
e Guarairas, únicas da capitania que se achavam sob a direção dos jesuítas,
assinala TAVARES DE LIRA (1982, p. 149). Na sequência, foram criadas as vilas
de Regente (atual Portalegre), a 8 de dezembro de 1761 (CÂMARA CASCUDO, 1989,
p. 135) ou 9 de dezembro (TAVARES DE LIRA: op. cit., p. 150), sendo para aí
transferidos os índios da missão do Apodi; São José, na antiga missão de
Mipibu, a que tinham sido incorporados os pegas, oriundos da Serra de Cipilapa,
e a de Vila Flor, para CÂMARA CASCUDO datando de 1769, enquanto TAVARES DE
LIRA, citando Moreira Pinto, diz que a freguesia é de 1743 e a vila de 1769.
Consta que a fazenda Campo Grande – município em 1858 –, hoje Augusto Severo,
começara a ser povoada àquela época, por volta de 1762. Também data do período
em que administrava Félix de Lima a criação da freguesia das várzeas do Apodi,
com sede da antiga missão na atual cidade do Apodi, por provisão de Dom
Francisco Xavier Aranha, Bispo de Olinda, constituindo como primeiro vigário o
Padre João da Cunha Paiva. A criação das vilas implicava no desaparecimento das
missões religiosas e isso repercutia no orçamento, mas o Marquês de Pombal lhe
assegurava recursos para manter a ordem. Joaquim Félix de Lima faleceu em
Natal, ainda no pleno exercício do mandato, em 28 de setembro de 1774, aos 60
anos de idade
FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO